sexta-feira, 30 de setembro de 2011




"Ressuscita-me
Ainda que mais não seja
Porque sou poeta e ansiava o futuro
Ressuscita-me
Lutando contra as misérias do cotidiano
Ressuscita-me por isso
Ressuscita-me
Quero acabar de viver o que me cabe
Minha vida
Para que não mais exista amores servis
Ressuscita-me
Para que ninguém mais tenha
De sacrificar-se por uma casa ou um buraco
Ressuscita-me
Para que a partir de hoje
A partir de hoje
A família se transforme
E o pai
Seja, pelo menos, o universo
E a mãe
Seja, no mínimo, a terra
A terra, a terra"



Música "O amor".
Composição : Caetano Veloso (baseado em poema de Vladimir Maiakovski)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O sol se levantou mais cedo


"O sol levantou mais cedo e quis
Em nossa casa fechada entrar
Prá ficar
  
O medo de amar é não arriscar
Esperando que façam por nós
O que é nosso dever
Recusar o poder
 
O sol levantou mais cedo e cegou
O medo nos olhos de quem foi ver
Tanta luz"

Beto Guedes

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O inesperado...



"vai que se materializa o meu sonho dourado
vai que me espera com boas notícias o inesperado"


Adriana Calcanhoto - "Eu vivo a Sorrir"

sábado, 24 de setembro de 2011

"Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça."
Cora Coralina
 
 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

E sonhos não envelhecem

"De tudo se faz canção
E o coração na curva de um rio rio rio rio..."




Trecho da música: Clube da Esquina 2
de Lô Borges, Márcio Borges, Milton Nascimento

sexta-feira, 16 de setembro de 2011


Fernando Pessoa

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dia do Musicoterapeuta

Essa foi a profissão que escolhi: musicoterapeuta. Todos os dias aprendo muito. A música como terapia, como instrumento de ajuda ao ser humano. Agradeço a Deus a oportunidade de tanto aprendizado. Teorias, metodologias, técnicas e muita alma, muito espírito, muito amor, muito cuidado. O caminho que nos leva ao outro passa pela coragem que temos de nos conhecer por dentro a cada nova experiência e desafio que a vida nos apresenta. Trabalhar música, sonoridades, pausas, silêncios pode tanto nos enraizar no chão quanto nos erguer ao infinito. Sempre digo: para o Céu, pés no chão. Os estudos nos dão os pés no chão, o amor e a prática nos levam aos céus. É quando a gente trabalha a esperança, quando a gente ajuda uma pessoa a descobrir a própria força que tem. A musicalidade do encontro humano que nos traz a riqueza de acalmar, também reanimar, pode organizar como levar ao caos e depois reorganizar, pode permitir composições belíssimas que tratam do sentimento humano, da vontade, do sonho, da esperança. Também abre espaço para cuidar do medo, da tristeza, da raiva. Muitas vezes possibilita companhia, reabilitação, recordações infindas..
Que Deus nos ilumine sempre nesse ofício!