Musicoterapia, ofício de candura que exala
O verniz de melodias candentes sob o ser.
Que dança com os sons, que desafia e abala
As tenuidades trazidas pelo existir.
Seu batuque ressoa estridente pelo mundo,
Abre caminhos às indeléveis desventuras
Que o humano escamoteia de mais profundo:
Medo, traumas e vácuos de viés matizado.
Musicoterapeuta, regente no garimpo da essência
Subterrânea, instrumentado no espírito sinfônico,
Que traz à luz os rouxinóis da sobrevivência.
Ser musicoterapeuta é trabalhar com dedicação,
Então, muito prazer em conhecê-lo(la),
Pois meu nome é afeição.
(André Luiz de Souza Filgueira)
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